cansei de sempre tentar começar os textos de forma 'precisa, introdutória, bonita, lógica e incomum'
vou começar assim mesmo, do começo, do meio... não importa, preciso começar!
tem hora que eu não sei se estou em tudo, se tudo está em mim... ou se esse imenso é só vazio mesmo!
"tão e absolutamente vazio": uma frase de efeito verdadeira!
não sou um estilo de música, nem de vida, nem de gente! não sou um modo de produção... se quer sou um modelo de qualquer coisa banal...
não tenho a pretensão de ser 'nada'... porque O nada além de estar em tudo e em todos é vasto... uma vastidão que em mim só caberia se fosse desértica.
fim
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
Abril seco
Porque nem todo abril floresce, né?!
Se eu pudesse escolher uma estação, seria outono: dias e noites do mesmo tamanho. Calor e frio na mesma intensidade: profundos.
Mas nasci inverno. Sou inverno, e, portanto, morrerei inverno.
Nasci naquele inverno tão começo que não se sabe ainda que é inverno. Porque ainda estão aos montes no canto do jardim, as folhas secas que o outono deixou.
Nasci com essa meia-culpa e total desapego da mesma. Não sou eu quem a carrega, mas ela que carrega a mim. E sou pesada! Já conto mais de muitas frustrações amorosas: todas porque ninguém suportou o mais denso de ser poeta: minha dor.
Porque todos ao primeiro contato sempre acham que estou transbordando alegria. E isso é tão verdade quanto o fato de essa ser apenas uma de minhas facetas. A mais visível, não a maior. E isso é tão verdade quanto a dor ser exatamente proporcional na intensidade e inversamente proporcional na visibilidade: alegria que quanto mais sinto, mais mostro; é por isso que sou porta arreganhada pra rua. tristeza que cada vez mais afunda, eis meu poço.
Algum dia lançar-me-ei nesse poço, ou correrei por esta porta. Por enquanto sou apenas uma segunda consciência de mim, assistindo tudo da sala de estar à frente de uma máquina de escrever. Relatando o que ora é sol, hora é chuva. O que não neva, porque nem nascer no frio de verdade nasci. Ou inventando, porque quando não tem sol na janela é difícil enxergar o sarrilho.
A água brilha lá embaixo: mais fácil inventar uma lua!
[interminado, pra sempre]
Se eu pudesse escolher uma estação, seria outono: dias e noites do mesmo tamanho. Calor e frio na mesma intensidade: profundos.
Mas nasci inverno. Sou inverno, e, portanto, morrerei inverno.
Nasci naquele inverno tão começo que não se sabe ainda que é inverno. Porque ainda estão aos montes no canto do jardim, as folhas secas que o outono deixou.
Nasci com essa meia-culpa e total desapego da mesma. Não sou eu quem a carrega, mas ela que carrega a mim. E sou pesada! Já conto mais de muitas frustrações amorosas: todas porque ninguém suportou o mais denso de ser poeta: minha dor.
Porque todos ao primeiro contato sempre acham que estou transbordando alegria. E isso é tão verdade quanto o fato de essa ser apenas uma de minhas facetas. A mais visível, não a maior. E isso é tão verdade quanto a dor ser exatamente proporcional na intensidade e inversamente proporcional na visibilidade: alegria que quanto mais sinto, mais mostro; é por isso que sou porta arreganhada pra rua. tristeza que cada vez mais afunda, eis meu poço.
Algum dia lançar-me-ei nesse poço, ou correrei por esta porta. Por enquanto sou apenas uma segunda consciência de mim, assistindo tudo da sala de estar à frente de uma máquina de escrever. Relatando o que ora é sol, hora é chuva. O que não neva, porque nem nascer no frio de verdade nasci. Ou inventando, porque quando não tem sol na janela é difícil enxergar o sarrilho.
A água brilha lá embaixo: mais fácil inventar uma lua!
[interminado, pra sempre]
Todo dia é uma desgraça, melhor rir:
Senti no meu pé dormente, um cotucão:
-- Moça, ô moça... o seu sapato tava fora do seu pé, ó!
Olhei; vi que a sapatilha estava à passear sozinha no ônibus. Mas o homem de muletas a arrastou pra mim com uma delas (das muletas).
-- Eu ia pedi um dinheiro, um dinheiro, sabe?!
Mas eu, sonolenta, só agradeci.
-- Porque é que vocês gostam de sentar em banco de doente?!!
Sabia que não era comigo, me certifiquei inumerasa vezes antes de escolher meu lugar, não queria incômodo: banco único, comum.
Eis que surge uma voz estridente:
-- Eu sento onde quiser!!! Sim, já aos berros.
-- Mas você não tá vendo que essa porra de banco é pra deficiente?
-- Deficiente ou grávida, eu estou grávida! Disse. Depois de ler o aviso, que lhe deu essa idéia.
-- Você tá grávida porque dormiu sem calcinha.
-- Dormi mesmo!! E a sua filha, e a sua mãe? Que dormem todo dia sem calcinha?
Nesse momento pensei: fodeu!
-- Eu não tenho filha, nem mulhé, nem mãe!
-- E pra onde você tá indo, então?
-- Pra casa, jantar!!
Por incrível que pareça: tudo isso aos berros, num tom ameaçador! (???)
E o velho retomou:
-- Você dormiu sem calcinha, engravidou, vagabunda! Deu por aí!
-- Isso foi um acidente. Vagabunda nadaa, que nem com homi eu tô mais, virei sapatão! E a sua filha? Aquela dá mais que chuchu na cerca.
À essa altura eu já estava gargalhando!
-- Que chuchu? que filha? Não tenho filha não ô moça! Mas qué sabe? Não vou mais fala com você não. Porque eu acho as negra muito bonitas! Daqui há pouco eu vou aí conversar com você, vou sentar do seu lado!
-- Que sentá do meu lado, cê tá loco? Você ficou o dia todo enxarcando!!! Sabia que eles que ficam pedindo e enxarcando ganham mais que nóis que trabalha? Olhando para o senhor ao seu lado. Que mudo estava e mudo continuou.
-- Eu vou aí sim, espera só esse véio sair! Ele, que já não era o que podemos chamar de jovem!
-- RARARARAARARARARARARARARA.
(...)
E do último banco, junto ao estalar das muletas, ouvi:
-- Lavaa, laaaaava a popotinha!
A porta abriu, ele desceu. A moça continuou no banco mais alto com demarcações vermelhas. eu voltei à dormir.
Talvez não seja tão engraçado assim.
Senti no meu pé dormente, um cotucão:
-- Moça, ô moça... o seu sapato tava fora do seu pé, ó!
Olhei; vi que a sapatilha estava à passear sozinha no ônibus. Mas o homem de muletas a arrastou pra mim com uma delas (das muletas).
-- Eu ia pedi um dinheiro, um dinheiro, sabe?!
Mas eu, sonolenta, só agradeci.
-- Porque é que vocês gostam de sentar em banco de doente?!!
Sabia que não era comigo, me certifiquei inumerasa vezes antes de escolher meu lugar, não queria incômodo: banco único, comum.
Eis que surge uma voz estridente:
-- Eu sento onde quiser!!! Sim, já aos berros.
-- Mas você não tá vendo que essa porra de banco é pra deficiente?
-- Deficiente ou grávida, eu estou grávida! Disse. Depois de ler o aviso, que lhe deu essa idéia.
-- Você tá grávida porque dormiu sem calcinha.
-- Dormi mesmo!! E a sua filha, e a sua mãe? Que dormem todo dia sem calcinha?
Nesse momento pensei: fodeu!
-- Eu não tenho filha, nem mulhé, nem mãe!
-- E pra onde você tá indo, então?
-- Pra casa, jantar!!
Por incrível que pareça: tudo isso aos berros, num tom ameaçador! (???)
E o velho retomou:
-- Você dormiu sem calcinha, engravidou, vagabunda! Deu por aí!
-- Isso foi um acidente. Vagabunda nadaa, que nem com homi eu tô mais, virei sapatão! E a sua filha? Aquela dá mais que chuchu na cerca.
À essa altura eu já estava gargalhando!
-- Que chuchu? que filha? Não tenho filha não ô moça! Mas qué sabe? Não vou mais fala com você não. Porque eu acho as negra muito bonitas! Daqui há pouco eu vou aí conversar com você, vou sentar do seu lado!
-- Que sentá do meu lado, cê tá loco? Você ficou o dia todo enxarcando!!! Sabia que eles que ficam pedindo e enxarcando ganham mais que nóis que trabalha? Olhando para o senhor ao seu lado. Que mudo estava e mudo continuou.
-- Eu vou aí sim, espera só esse véio sair! Ele, que já não era o que podemos chamar de jovem!
-- RARARARAARARARARARARARARA.
(...)
E do último banco, junto ao estalar das muletas, ouvi:
-- Lavaa, laaaaava a popotinha!
A porta abriu, ele desceu. A moça continuou no banco mais alto com demarcações vermelhas. eu voltei à dormir.
Talvez não seja tão engraçado assim.
Quinta-feira, 26 de Março de 2009
precisava desabafar!
nossssssssssssssssssssssssssssssssssaaa quando meu pai começçççççççççççççççççça a falar putaquepariu, manoooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009
Sábado, 24 de Janeiro de 2009
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